sexta-feira, 22 de abril de 2011

A carne milita contra o Espírito. De qual lado você está? (Parte II)


           
                Nossa carne é extremamente forte, e não cessa de nos confrontar com vontades que nos faz desviar da vontade de Deus. Em muitas às vezes, ela age em nosso momento de necessidade, ansiedade, frustração, dor e mágoa.
                Não foram poucas às vezes que homens de Deus, ungidos por Deus – ou seus profetas – em suas necessidades deixaram a carne falar mais alto. Outras situações utilizaram a vontade carnal para satisfazer o ego, fortalecendo assim seu status, sua fama e poder.
                Na passagem que veremos hoje, é uma passagem muito direta sobre desobediência, ansiedade e conseqüência. Veremos uma passagem sobre Saul, primeiro Rei de Israel, ungido pelo profeta Samuel, escolhido pelo povo e autorizado por Deus a reinar sobre seu povo.
                Saul, apesar de todo o conhecimento bíblico que temos dele – por ser um homem inconseqüente – foi um bom administrador do reino de Israel, sendo menos oneroso e prejudicial à situação financeira do povo – do que Davi e Salomão – porém, seu ego falou mais alto nas horas decisivas, fazendo com que Deus ficasse em segundo plano, e isso gerou graves conseqüências à sua dinastia e ao povo.
                Todas as vezes que Saul deveria esperar uma resposta de Deus, ele se precipitou, e errou. Veremos no texto abaixo uma dessas passagens:

                I Samuel 13.8-14 8. E esperou Saul sete dias, até ao tempo que Samuel determinara; não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo se dispersava dele. 9. Então disse Saul: Trazei-me aqui um holocausto, e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto. 10. E sucedeu que, acabando ele de oferecer o holocausto, eis que Samuel chegou; e Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar. 11. Então disse Samuel: Que fizeste? Disse Saul: Porquanto via que o povo se espalhava de mim, e tu não vinhas nos dias aprazados, e os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás, 12. Eu disse: Agora descerão os filisteus sobre mim a Gilgal, e ainda à face do SENHOR não orei; e constrangi-me, e ofereci holocausto. 13. Então disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente, e não guardaste o mandamento que o SENHOR teu Deus te ordenou; porque agora o SENHOR teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre; 14. Porém agora não subsistirá o teu reino; já tem buscado o SENHOR para si um homem segundo o seu coração, e já lhe tem ordenado o SENHOR, que seja capitão sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou.”

                Samuel era um profeta, sacerdote e juiz sobre Israel, foi o último juiz sobre a terra de Israel. Depois de décadas que Israel era administrada/conduzida por um juiz, o povo pedia um Rei para comandar a nação, pois seus inimigos tinham reis e o porquê era mais ‘fácil’ para administrar e tomar decisões rápidas sobre questões de guerras. Pois bem, Samuel avisou quais seriam os contras também para o povo de ter um Rei sobre o comando, porem, o povo estava determinado a ser comandado por um líder e sua dinastia. Saul foi escolhido pelo povo, ungido por Samuel e aprovado por Deus, porém...
                No vers. 8, vemos que Saul estava aguardando Samuel para realizar uma cerimônia, afim de confirmar diante do povo que Saul era Rei sobre Israel, porém, nesta época, era comum guerras entre nações, a disputa assídua por territórios e poder era extremamente comum e desgastante.
                Neste momento, Israel estava sofrendo um forte ataque dos filisteus, e o povo sem um líder de guerra, estava perdido e se dispersava. Saul vendo que seu povo estava sendo oprimido, e se dispersava cada vez mais, não agüentou a ‘lombriguinha’ de esperar Samuel para iniciar o ritual de confirmação do seu reinado, resolveu ele, por conta própria, exercer uma função que não era dele, de sacerdote.
Ele como rei, achou que poderia resolver o problema de uma área que não era de fato a dele, uma consagração espiritual. Talvez pelo fato de ser autoridade máxima de uma nação, ele achou que estava acima de todos que viviam nela, e seus cargos.
No vers. 9, Saul faz o sacrifício da oferta e a consagra a Deus, de forma ilícita, pois não detinha autoridade para isso.
Muitas são as situações em que fazemos o que não nos cabe fazer, o que não temos autoridade a fazer, achando que estamos ajudando, e na verdade, estamos atrapalhando. Parecendo a situação de um cidadão que leva o carro na oficina no sábado de manhã, paga pelo serviço e acha que tem de ser o mecânico no lugar do mecânico, fica dando ‘pitaco’ no serviço que não sabe fazer, e ainda atrapalha que está executando o serviço, somente porque acha que está pagando, tem o direito de exercer a função.
Saul através da ansiedade passou por cima de um departamento que não era o dele, que era designado para uma pessoa que era consagrada a esse tipo de serviço, uma pessoa preparada, porém, como autoridade máxima de uma nação, achou que podia executá-lo.
No vers. 10-11, assim que Saul acaba de fazer o sacrifício, Samuel chega. Saul tenta recebê-lo, creio eu que de forma carinhosa e com a seguinte frase: “Ô meu amigo, você estava demorando, aê pra ajudar, resolvi adiantar o trabalho, pois sei que você também é um homem com muitos compromissos, então dei uma forcinha...”, porém, essa não era a vontade de Deus, não era o que Saul deveria ter feito. O combinado não sai caro.
Saul tentou se desculpar após ser reprovado por Samuel, colocou a culpa nos outros, dizendo que o povo se dispersava e que já não acreditavam na vitória, que o profeta havia se atrasado, que os inimigos estavam se aproximando... Tudo o que ele falou, ele mandou a responsabilidade do seu erro para os outros, não assumiu seu erro – aqui se distingue um verdadeiro homem de Deus – e não se arrependeu, preferiu justificar seu ato falho com a situação. Este ponto é um divisor de águas em nossas vidas, é onde separa o Santo do profano, é onde se separa o justo do injusto, aqueles que são de Deus e agradam sua vontade e aqueles que não são de Deus.
Homens e mulheres de Deus, erram, pecam, pisam na bola, mas assumem seus atos, assumem suas falhas, reconhece sua participação no erro e sabem que é Cristo quem os justifica, não nossas desculpas, não nossas historinhas. Saul teve a oportunidade de responder para Samuel da forma que agrada a Deus, porém, errou duas vezes seguida, e sendo o rei de uma nação, o problema se agravou.
No vers. 12, Saul demonstra que sua ansiedade em resolver as coisas, da sua forma, falou mais alto. Que atropelou as coisas, por pressa, por vontade própria. Ele mesmo confessa que fez sem orar, por pura pressão psicológica dos filisteus o perseguindo.
Esta parte, em particular, serve diretamente para minha pessoa, sou muito às vezes totalmente impulsivo, quero resolver as coisas de maneira rápida e eficaz, porém, em muitas as situações, o ‘tiro sai pela culatra’, o problema dobra de tamanho e se torna mais complicado de resolver. São muitas as pessoas que agem pela impulsividade, pela ansiedade, sem orar, sem jejuar, sem observar os preceitos e caminhos corretos, os atalhos normalmente nos atraem, e estes, são ciladas.
Saul sentiu-se na necessidade de dar uma resposta aos seus comandados, precisou mostrar para eles ‘quem estava no comando’, e esqueceu-se de quem tem de estar no comando é Deus, ele sentiu-se constrangido pelos filisteus estarem avançando e seu exercito fugindo, quis resolver por si só o problema, e fez da pior maneira.
No vers. 13, Samuel repreende duramente o rei, na frente de seus comandados, para todos verem que esta não foi a decisão correta, que Saul agiu impulsivamente e erroneamente.
Este versículo é extremamente interessante, pois vemos um sacerdote repreender o rei na frente de seus comandados, diferentemente de hoje em dia, onde ‘pseudos-sacerdotes/pastores’ afagam aqueles que deveriam ser repreendidos publicamente, tornando-se pior do que eles. Samuel tem uma postura de um homem de Deus, e que não teme a autoridade humana, e faz aquilo que Deus quer e não o que agrada aos homens, esse tipo de profeta, hoje é raro encontrar, e quando aparecem, aqueles – falsos profetas – que detém o poder na mídia, tratam logo de tentar derrubar, difamar ou pior, acusá-lo de mensageiro de satanás.
O papel do profeta em todo o Antigo Testamento é o de denunciar, confrontar aquilo que não está de acordo com as Leis de Deus, ao contrario do que se tem visto hoje, profetas que só querem profetizar bênçãos financeiras e prosperas em sua vida, serei bem claro, FUJA DESSES, POIS ESTES QUEREM SUA LÃ E CARNE. Se tiver alguma duvida sobre o que disse agora sobre profetas, leia Jeremias 28.5-19.
Samuel mostra qual seria o plano de Deus na vida de Saul com aquele ritual, e logo no vers. 14, revela o que Deus já estava fazendo. Aqui fica claro, que Deus conhece nossos corações, e sabe qual nossa índole e nossos passos. Saul tinha acabado de assumir o trono de Israel, e Deus autorizou isso, porém, o ritual que era de confirmação de seu trono tinha de ter uma simples norma estabelecida, e Deus sabia que Saul não cumpriria, e já tinha um plano para isso, já tinha encontrado um jovem, chamado Davi, que tinha o coração sincero e humilde para colocar no lugar de Saul.
Muitas vezes nós não entendemos o caminho que Deus quer que sigamos, e queremos trilhar nosso próprio caminho, porém, mesmo dessa forma, Deus continua a agir, continua a trabalhar para o bem daqueles que o ama, e de forma imparcial para aqueles que não querem compromisso com Ele. Deus permitiu que Saul reinasse em Israel, até preparar seu escolhido, Saul desfrutou do trono e, diga-se de passagem, administrativamente para o povo, foi menos oneroso que Davi e Salomão.
Deus avisou Saul que sua dinastia não tomaria posse do trono, porém permitiu que ele desfrutasse do mesmo. Isso pode ser espelhado em nossas vidas, em muitos os casos. Tem situações que resolvemos com a força de nosso braço, Deus não impede que nos aconteça deixa até desfrutar de tal situação, porém o vazio interior paira... A sensação de incapacidade torna-se cada dia maior, a frustração reina, pois sabemos que poderíamos ter feito diferente lá atrás, demos um grande peso à nossa carne, e deixamos o Espírito Santo de lado, e muitas vezes sabemos disso, que fizemos por impulso, por imaturidade, porém, não temos a mesma coragem para desfazer o que fizemos, ou ainda, mais simples, assumir o erro.
Essa foi a diferença crucial entre Saul e Davi, os dois foram reis, pecaram, porém a postura de cada um diante do seu erro fora totalmente oposta a do outro, Davi se retratou, Saul se explicou, como dizia um antigo gerente meu: “Explica, mas não justifica!”, um agia pela carne, outro pelo Espírito.

- Como tu tens agido? Tem sido por impulso, ou por muita oração?
- Quando você erra, pisa na bola, qual tem sido sua postura?
- No dia a dia, quem tem falado mais alto, a sua vontade ou a vontade de Deus?

Certa vez eu ouvi um pastor dizer – e muito sabiamente – que normalmente a vontade de Deus é aquela que nós não queremos fazer, lá no íntimo nós sabemos qual é, porém, não nos interessa, e muito menos agrada.
Orar, jejuar, sinceramente é uma pratica que eu não tenho muito costume, não sou ‘fervoroso’ em oração – digo, não tenho costume de extrapolar em oração – mas estou aprendendo... Não é fácil, mas é gratificante acertar o passo.


Paz,
Bruno Percinoto
blbpercinoto@gmail.com

domingo, 3 de abril de 2011

A carne milita contra o Espírito. De qual lado você está? (Parte I)


                Esse é um tema delicado e uma chave fundamental para servir a Deus. É uma situação onde diretamente está nossa vontade corpórea contra a vontade de Deus, e infelizmente em muitas às vezes, temos apoiado nossa carne, temos literalmente ‘sabotado’ a ação do Espírito Santo de Deus agir em nossas vidas, a nosso favor e em favor de outras pessoas.
                De fato, como eu já havia dito anteriormente, ser cristão, é ter uma vida de entrega, uma vida de renuncia. Não é fácil, porém, necessária para quem um dia almeja a salvação em Cristo.
                Ser cristão é entregar-se sem reservas, é seguir de fato o ‘manual do fabricante’ – a bíblia – a nosso próprio favor, seguir cada passo que Jesus nos mostrou e as cartas Paulinas nos ‘decodificou’. Hoje, vou usar uma parte – que para mim é um dos ápices em termos de revelações das cartas de Paulo – muito complexa e direta ao mesmo tempo, da 'Carta de Paulo aos Romanos'. Complexa porque é extremamente rica em informações, o nível de revelação do querer de Deus à nós é muito grande em poucos capítulos; direta porque Paulo não faz rodeios para dizer o que precisa, toca diretamente na ferida, e ainda ‘joga merthiolate’ pra cicatrizar mais rápido – apesar de ajudar a cicatrizar, dói, e muito!
               
Vamos à passagem:
                Romanos 8.1-8 1. Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. 2. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. 3. Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; 4. Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. 5. Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. 6. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. 7. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. 8. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.

                Paulo era do tipo de pessoa que não tinha ‘palpas’ na língua para exortar, para falar sobre como as coisas tinham de ser. Era um judeu - com cidadania romana, da descendência da tribo de Benjamim (Filipenses 3.5), família de linhagem tradicional – diga-se fariseu. Muito cedo Paulo já havia sido enviado pelos pais para estudar em Jerusalém para aprender com Gamaliel “segundo a exatidão da lei...” (trecho em Atos 22.3) - este um dos principais dos sacerdotes. Paulo era uma pessoa instruída sobre o que era servir a Deus e como funcionavam as Leis de Deus. Tanto que, até Paulo ter um encontro face a face com Cristo – Atos 9.5 – era conhecido como Saulo de Tarso, era um fariseu ‘fanático’ que defendia sua causa com unhas e dentes, encerrando pessoas em prisões – homens e mulheres – até que, neste encontro seus olhos se abriram para o Espírito - “E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas” (trecho em Atos 9.18) – e ele entendeu realmente quem era Deus, e conheceu verdadeiramente qual era a vontade de Deus, conheceu de fato, o que era o Espirito de Deus.
                Paulo assim que esteve face a face com Cristo, em pouco tempo começou a pregar o evangelho, causando estranheza e desconfiança naqueles que diziam já seguir a Cristo. Paulo, assim chamado pelo próprio Cristo, arregaçou as mangas e começou a pregar, começou a discipular.
                Na ‘Carta aos Romanos’, Paulo trata aos cristãos já estabelecidos em Roma, antes dele próprio chegar – preso – e como posso dizer, instrui aos cristãos o que era o caráter cristão, o que era ser cristão, de fato. É uma carta para pessoas que já tinham algum conhecimento sobre quem era cristo, porém estavam vivendo à margem do propósito. Paulo com profunda sabedoria e revelação trata diretamente com eles os problemas e lhes concede uma imensidão de revelações sobre Deus, sobretudo a intimidade com o Espírito Santo. É uma carta que eu diria que: Todos aqueles que se dizem cristãos/crentes, deveriam conhecê-la inteiramente, somente assim, se viver conforme ela instrui em relação a ter uma vida santificada e direcionada para Cristo, essa pessoa poderia ser chamada de discípulo/cristão.
                Hoje vou pegar um trecho do capitulo 8 dessa fantástica ‘Carta aos Romanos’, apesar de serem apenas 8 versículos - o trecho que irei utilizar - é de extremo aprendizado e também um grande e poderoso ‘alimento sólido’ sobre o que é ser cristão.
                No vers. 1, Paulo nos dá a revelação do que é andar com Cristo, do que é estar livre do pecado. Não temos acusação sobre nós, pois temos o sangue de Cristo sobre nossas vidas para nos purificar, porém, de forma incisiva e direta, tem uma condicionante para estar livre de acusação:  “...que não andam segundo a carne...”.
                Paulo coloca um condicionante, e um condicionante que é determinante para ser Cristão: Andar no Espírito.
                O que seria andar segundo a carne?
                O que seria andar no Espírito?
                Andar pela carne seria nossa vontade estar acima de Cristo, estar acima do Criador e nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Infelizmente, tem pastores dizendo que andar pela carne é somente estar pecando, e ainda direcionam o pecado apenas para algumas situações que provavelmente ele não faça – provavelmente – que seria a idolatria, prazeres em relação a sexo fora de casamento, sonegar os dízimos e ofertas, mentiras, inimizades e blá blá blá... Mas o que Paulo realmente quis dizer em relação andar pela carne? Paulo com certeza foi muito mais afundo em sua condicionante ‘andar segundo a carne’, ele foi ao tocante daquilo que nos separa de sermos Cristãos e meros crentes, ele foi como se diz no dito popular: “Foi na veia.”
                Paulo remeteu-se ao negar a si mesmo, carregar a sua cruz e seguir a Cristo, Paulo era um homem decidido a ganhar almas a Cristo, e entendeu perfeitamente o que era “Ir, pregar o evangelho a toda criatura...”,  viver segundo a carne, seria nada mais, nada menos do que ter nossa vida como prioridade, e não o Reino dos Céus. Um cristão que vive segundo a carne, de nada se diferencia em relação a um pecado comum – que muitas vezes nós facilmente identificamos, haja vista que, para Deus, pecado é pecado, não importa qual foi.
                Viver segundo a carne para Paulo, era se omitir em fazer a vontade do Espírito Santo, era se omitir em fazer a obra de Deus, sendo assim, há condenação para aqueles que crêem, porém são ramos infrutíferos, e estes serão cortados e lançados ao fogo (João 15.1-6).
                Andar no Espírito, é arregaçar as mangas e ir pregar as boas novas, ir anunciar o evangelho da salvação, anunciar que Cristo foi ressurreto e vivo está, e por Ele viver, não temer o dia de amanhã, pois o Criador da vida é quem estará no controle de todas as coisas. Ok, beleza, ai você me pergunta, isso é fácil? Não, Jesus mesmo disse que não haveria de ser fácil, porque eu diria o contrario? Mas o desafio de ser cristão é esse, é estar ao lado do Espírito e não de nossa carne no dia-a-dia.
                Nos vers. 2-4, Paulo mostra para aqueles que vivem no Espírito o porquê foram justificados, Deus enviou a Cristo, seu próprio filho, nascido e sujeito à carne pecaminosa para encerrar a lei do pecado através dele. E crendo N’Ele e buscando a Ele, temos a inclinação para o Espírito Santo. Paulo alega que seria impossível através da lei, pois esta já estava enferma e corrompida pelos homens, a Lei judaica já era para poucos e somente de aparência, pois todos buscavam a glória humana, visto que isso era o ‘gerador de status e poder’. Paulo nos exorta claramente que se é isso que buscamos é isso que encontraremos e, infelizmente, muitas ‘igrejas’ e lideres tem buscado incessantemente este tipo de glória, achando que a expansão horizontal é dádiva divina.
Ouçam com carinho e atenção: o crescimento que Deus quer para cada vida é o crescimento vertical (de nós para Deus), o horizonte será acrescentado por Ele através de nosso testemunho, através de nossos passos. Busquemos a Deus, verdadeiramente em Espírito e verdade, buscai as ‘coisas’ do Espírito, e delas colheremos frutos. Não adianta eu correr atrás de 200 famílias para conhecer a Cristo se a minha está ‘arrebentada’ e perdida! Não me adianta querer converter o bairro vizinho se meu bairro não conhece a Cristo! Busquemos a Deus e Ele nos mostrará como fazer, Ele tem de estar à frente de nossos passos, sempre! Crescimento vertical, entre eu e Espírito de Deus, entre você e o Espírito de Deus. Assim teremos a certeza de que Ele é quem está no comando de todas as coisas.
Paulo, para se ter uma idéia, batizou apenas 2 pessoas, porém formou igrejas e mais igrejas com alimento sólido da palavra de Deus, a glória tem de ser de Deus, não do homem, ou seja, o que adianta as igrejas ‘afundar’ um monte de pessoas na água se essa pessoa realmente não entendeu o que é e quem é Jesus? Talvez é interessante para constar no numerário da igreja – só se for – mas para Deus não passa de uma cerimônia vazia e CARNAL. O batismo, por exemplo, tem de ser feito somente, digo novamente, SOMENTE se houver arrependimento SINCERO do ‘batizante’, do contrário, será apenas uma cerimônia CARNAL da igreja. Esse é um dos motivos de tantas pessoas que se dizem ‘conhecer a Jesus’ estarem perdidas no mundo, e fazendo coisas piores do que aqueles que nunca estiveram dentro de uma igreja, foram vítima apenas de um censo episcopal, e não alvo de uma transformação genuína no Espírito Santo, gerada através do discipulado e da busca vertical.
Nos vers. 6-7, ele demonstra qual o verdadeiro perigo de estar atrás buscando as honras carnais: a morte. Aqui tenho de abrir uma observação importante, para explicar de fato o que Paulo diz com morte – que, diga-se de passagem, é o mesmo significado que Jesus utilizava.
A morte, aqui, neste ponto, é a morte da alma, lançada ao lago de fogo – o mesmo que é dito por Jesus como inferno de fogo e por João em Apocalipse 22.10 – ou seja, é algo muito mais sério do que alguns ‘pseudo-pastores’ tem ensinado em suas igrejas. Alguns interpretam que é apenas morrer estar andando pela carne, mas quando se trata de morte, aqui para Paulo e para Jesus, é a morte eterna.
Buscar a Deus em todo o tempo é preciso, ainda mais conhecendo a Palavra D’Ele. Buscar a vida, e vida em abundancia, nada mais é do que caminha com o Espírito, lutar ao lado do Espírito contra nossa natureza humana e carnal. Estar disposto a dizer não para nossa mais suave vontade, ou pode-se chamar de força do hábito, já é estar buscando as ‘coisas’ do Espírito e, conseqüentemente, estar sujeito às vontades de Deus, e estar livre das acusações do pecado e da morte.
No vers. 8, Paulo literalmente dá o ‘xeque-mate’ naqueles que estão ‘meia-boca’ em sua caminhada cristã: “.... Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus...”.
É um nocaute para os que estão brincando de ser cristãos e continuam com sua vida sendo comandada pela carne, ou seja, com seus objetivos a frente de Deus. A questão não é o que tenho feito de errado, ou se eu estou fazendo mais coisa certa do que errada, a questão é: Deus é prioridade absoluta em seus atos? Se a resposta for não, está na hora de começar a mudar...
Só de ler esse trecho da carta, me dá um ‘comichão’, pois uma coisa é ser ignorante em relação à vontade de Deus, em relação à sua Palavra, em relação a Deus. Agora, conhecendo o que Deus quer para nossas vidas e ficarmos à margem da vontade D’Ele, sabendo que isso não o agrada, a pessoa tem que ser ‘macho’, ou muito burra – desculpe-me esse termo – por que tendo o entendimento da Palavra e sabendo a conseqüência do que seria não agradar a Deus, ou pior, fazer intencionalmente por puro egocentrismo, é complicado.
Hoje eu lhe pergunto:
- Tu tens focado totalmente em você o seu tempo?
- Tu tens buscado expandir o reino de Deus de forma numérica, correndo atrás de pessoas para batizar e dizendo: essa pessoa conheceu o evangelho porque EU preguei para ela?
- Qual é sua postura perante a vontade de Deus, ficar omisso ou ‘zerar o hodômetro’ e começar agora a fazer a coisa correta?

De uma coisa eu tenho a certeza, Deus não precisa de mim ou de você para fazer a obra dele crescer, ele pode usar até uma mula para isso acontecer, mas através da infinita misericórdia D’Ele, temos o privilégio de ser um ‘co-autor’ na grande obra que Ele tem solicitado a executar e precisamos veementemente D’Ele para o nosso caminhar.
O nosso alvo tem que ser sempre o centro da vontade D’Ele, e para isso, somente andando pelo Espírito e dia após dia, mortificando nossas vontades carnais, somente assim teremos um crescimento sólido, unicamente o vertical, assim ele nos direcionará de forma precisa para os planos D’Ele, o horizontal será uma conseqüência natural de quem tem uma vida santificada a Deus.
Busquemos em todo o tempo e em todo local.
Amém.

Bruno Percinoto.
blbpercinoto@gmail.com

sábado, 2 de abril de 2011

Deus, um Pai de braços abertos ao filho perdido.

O texto para reflexão que eu gostaria de compartilhar com vocês, é um texto bem conhecido, na verdade é uma parábola que Jesus contou para os publicanos e pecadores. Estes se aproximaram para ouvir um pouco sobre sua sabedoria e conhecimento. Ao mesmo tempo em que isso ocorria, os fariseus e os escribas – homens religiosos que detinham o poder e ‘autoridade’ sobre a Lei de Moisés – murmuravam uns com os outros, pois, Jesus era conhecido como um profeta – pelo povo, porém estava cercado de pecadores, este fato era inadmissível para homens de dura cerviz e com vidas de aparência.

Lucas 15.11-32 “11. Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos. 12. O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres. 13. Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. 14. E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades. 15. Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. 16. E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada. 17. Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! 18. Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; 19. já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados. 20. Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. 21. Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés; 23. trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos, 24. porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se.

Neste tempo em que Jesus vivia, era comum as pessoas transmitir suas idéias através de histórias, ou contos  – assim como o é até os dias de hoje – afim de que pessoas de pouco entendimento ou sem estudos compreendesse o que a mensagem tinha de ensinamento, para chegar na famosa ‘moral da história’. E essa parábola que se chama o “Filho Pródigo” veio após de duas outras: “A ovelha perdida” e “A dracma perdida”. As três tratavam exatamente do mesmo assunto, pessoas perdidas em relação ao Reino dos Céus. Pessoas que preferiram se afastar do Pai a fim de viver sua própria ‘pseudo-liberdade’ e tem sofrido com isso, ou tem-se frustrado. Pessoas onde quando são 'encontradas', há festa no céu.
Muitos julgam que o livre arbítrio é a melhor coisa do mundo, ter liberdade para falar, agir, pensar e literalmente ser o que der na ‘telha’ é fascinante, porém, há pessoas que não sabem lidar com esse tipo de liberdade, há pessoas que se esquecem de que as criou ou simplesmente por não ter consciência de onde vieram, fazem o que quiser de seu corpo e vida. Paulo disse: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” – I Coríntios 6.12.
No vers. 12, nesta parábola de Jesus, vimos que um jovem – filho mais novo de um pai – pede ao pai que ele lhe adiante toda a herança, para pode viver em paz, poder viver da forma que ele quisesse. Era tradição de nesta época, os filhos trabalharem juntamente com seu pai, para cuidar diretamente de seu patrimônio e ajudar a fazer crescê-lo, assim aprendiam como lidar com os negócios. Porém, o mais novo dessa história não queria trabalhar, e sim ‘farrear’ – diga-se de passagem, cena corriqueira nos dias de hoje – o pai que criou os filhos, permitiu que esse jovem fosse curtir sua liberdade, com seus bens.
Nos vers. 14 e 15, descobrimos que a crise financeira não é privilégio de nossos tempos, e cada vez mais se confirma o que alguns exegetas alegam – de que a história é cíclica – de que nada que não tenha acontecido no passado, não venha a se repetir no futuro. Esse jovem torrou todo o dinheiro que seu pai havia lhe dado, com bebidas, prostituição, ‘baladas’ e vida boa em geral, tudo regado do bom e do melhor – da mesma forma que acontece hoje em muitas famílias. Este mesmo jovem que até pouco tempo era rico ficara miserável, com fome, indo trabalhar do que na época para os judeus era de um dos piores trabalhos, apascentar porcos. Para os judeus, o porco era um animal considerado imundo e indigno. Só eram criados para comercialização, para a venda em outras etnias, eles mesmos não comiam carne de porco.
Este jovem fora trabalhar criando porcos, que não era nem seu. Um estado deplorável aonde ele chegou. Pode-se dizer que até ontem ele devia estar pagando bebidas aos ‘amigos’, saindo com as melhores garotas que podia pagar, mas na verdade o que tinha dentro dele era um puro vazio, uma vida sem esperança, uma vida que acabou ficando contaminada pelos seus atos, aonde literalmente chegou à lama, dividindo espaço com porcos. No vers. 16, mostra aonde ele realmente chegou, ele desejava comer a comida dos porcos, desejava se fartar dela, pois sentia fome. De um jovem, que tinha uma vida ‘light’ ao lado de seu pai, ele estava invejando a lavagem dos porcos.
Há pessoas que tem todas as oportunidades da vida para poder caminhar em paz, com tranqüilidade para o sucesso, para ter uma vida da forma que seus pais planejaram, porém têm-se regado de álcool, drogas, prostituição, jogos e até roubos e assassinatos – muitas vezes por pura aventura – para poder ser aceito em algum determinado grupo de ‘amigos’, para ser aceito em uma sociedade corrupta e imunda, deixando de lado os pais, os irmãos e verdadeiros amigos. Pessoas que parecem estar determinado a se autodestruir de uma forma tão abrupta que nem se lembram de onde que começou tal sentimento, por qual motivo tem auto-flagelado, por qual motivo tem caminhado por caminhos obscuros e escorregadios, pessoas que hoje sentem inveja da comida dos porcos, pessoas que sentem inveja daquilo que outros – em estado pior – têm se alimentado, pessoas que perderam sua identidade, sua auto-estima, sua saúde e pior, daquilo que tanto dizem ter conseguido: liberdade.
Se você é uma pessoa nesse perfil, eu preciso lhe dizer algo: você tem solução! Assim como esse jovem teve.
Nos vers. 17 e 18, este jovem ‘cai em si’, reflete o que fez de sua vida, lembra que tem um Pai. Ele lembra que até os empregados de seus pais tinham comida, eram mais bem tratados do que ele. Ele toma uma atitude, e este é um ponto chave de quem está nessa situação, QUERER SAIR DELA. Ele planeja como falaria com seu pai, como seria o encontro.
Pessoas que estão nessa situação, de tanto ser pisada, tem medo da atitude das outras pessoas, ainda mais das quais ela magoou, mas essas se você está nessa situação, precisas saber de algo: Não tenha medo!
Este jovem planejou pedir perdão ao seu pai, mas no vers. 20, quando o Pai, avistou que o filho voltava para casa, arrependido, abraçou-lhe, no estado em que este se encontrara e o beijou. Muitos pais há anos estão sem falar com os filhos, muitas vezes por falta de intimidade, por dura cerviz, ou por simples insensibilidade mesmo. Se tu for pai e está lendo esse texto, também preciso lhe dizer algo: não espere seu filho chegar ao fundo do poço para abraçá-lo, para beijá-lo. Faça hoje, pois amanhã pode ser tarde demais...
A primeira atitude deste pai foi colocar seu filho no devido lugar, vers. 22, ele o fez tornar seu filho novamente, vestiu-o, colocou anel nos dedos – significado de poder – e sandália nos pés – algo que poucos possuíam. O pai não questionou onde o filho havia andado, não julgou o filho, não o confrontou, ele simplesmente abriu os braços e o beijou – mesmo este estando em seu pior estado.
Este pai teve a sensibilidade de que havia ganhado uma batalha na vida, havia recuperado seu filho. Muitos pais hoje em dia jogaram a toalha, desistiram de seus filhos, seja o problema por drogas, álcool, prostituição, criminalidade ou simplesmente desleixo. Precisamos despertar para o que são extremamente importantes em nossas vidas, os filhos. Seja qual for o problema, nossa maior batalha sempre será vencida de joelhos, em oração. Sem ela, já entramos na batalha derrotados.
O pai mandou seus empregados pegar o melhor animal para poder fazer uma festa, ele tinha consciência do que havia acontecido, no vers. 24 ele declara “porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado”, ele conseguira trazer o filho de volta à vida.
Este texto acima é uma parábola, uma ilustração onde Jesus demonstrava as pessoas como era o Reino dos Céus, qual era a forma que Deus nos enxergava.
O pai dessa história, nada mais é do que o próprio Pai (Deus), o filho pródigo, nada mais é do que nós.
Somos aquele que nessa história queremos usar de nossa liberdade para poder fazer nossas vidas, não olhando para trás, não reconhecendo quem cuidava de nós. Muitas vezes achamos que temos amigos verdadeiros, estamos “por cima da carne seca”, porém o destino, mais cedo ou mais tarde, será estar invejando a comida dos porcos... Os porcos podem representar várias coisas, pessoas que estão na mesma situação que a nossa, por exemplo, ou ainda, pessoas que tem mais do que nós, mas são pessoas más, destrutivas, mas pelo fato de ter mais bens do que nós, a invejamos. São pessoas que não tem o mínimo de Deus consigo, e ainda sim estamos convivendo com elas.
Preciso lhe falar que, se tu tens saudade de quando tinha paz, de quando você tinha seus ‘direitos’ junto a Deus, está na hora de colocar a cabeça no lugar e tomar uma atitude, pois, assim como nessa parábola, temos um Pai – e o melhor de todos, pronto a nos abraçar, a nos beijar, da forma em que nos encontramos, sujos, cheio de imundice, de pecados, apto a cuidar de nós, apto a nos colocar no lugar de onde nunca devíamos ter saído. Temos um Pai em nossa espera, pronto a dar uma festa nos céus (Lucas 15.7 “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.”), basta tu voltar para Ele, com o coração sincero, do mais Ele fará o resto.
Há quanto tempo você não sabe o que é estar com Deus?
Há quanto tempo você não ora a Deus?
Há quanto tempo você não ouve Deus falar contigo?
Tens sentido a presença D'Ele em sua vida?
Há quanto tempo você não agradece a Deus por sua vida?
Mesmo que ela esteja totalmente debilitada, frágil financeiramente, a família arrebentada, seu casamento indo pelo ‘ralo’, agradeça, pois hoje você tem a chance de sair do meio dos porcos e voltar para seu Pai, voltar para aquele que lhe criou, para aquele que o ama incondicionalmente. Mesmo que tu, tenha andado por caminhos mais escuros e sombrios, feito coisas que como dizem “Até Deus duvida!”, Ele está de braços abertos, pronto a te beijar.
Erroneamente muitas Igrejas têm colocado condicionantes para alguém voltar para Deus, tem colocado pedras de tropeço, mas verdadeiramente lhe digo, o que Deus quer é um coração quebrantado e contrito, um coração arrependido e apto a ser amado por Ele.
Deus te ama, assim, como tu estás.
Ele pode não concordar com os passos que tens dado até hoje, mas ele te ama, e quer colocar você em seu devido local, junto D’Ele.
Amém.
(Ouça a musica abaixo inteira, aproveite para se derramar na presença do Pai, para chorar, conversar com Deus, pois todos nós precisamos exercitar isso diariamente. Aba Pai!)



  
Bruno Percinoto.
blbpercinoto@gmail.com