Texto retirado do blog do Pastor Samuel Wescley
"Sobre pastores e lobos – 1ª parte.“... e o lobo arrebata e dispersa as ovelhas”. João 10:12b
Eu sou apenas um vocacionado sem nenhuma experiência à frente de um ministério, que autoridade teria eu para falar o que é ou não é um ministério saudável?
Apesar da inexperiência disponho de uma ferramenta que possui toda autoridade para suprir a minha carência. Acredito na inerrância Bíblica e de sua inspiração conceitual, sei que o Senhor supervisionou a confecção da mesma a ponto de podermos afirmar sem medo de errar que a Bíblia é a Palavra de Deus.
A motivação é simples: amor a Cristo e a sua Igreja no mundo.
Apesar da inexperiência disponho de uma ferramenta que possui toda autoridade para suprir a minha carência. Acredito na inerrância Bíblica e de sua inspiração conceitual, sei que o Senhor supervisionou a confecção da mesma a ponto de podermos afirmar sem medo de errar que a Bíblia é a Palavra de Deus.
A motivação é simples: amor a Cristo e a sua Igreja no mundo.
Tenho estado muito triste com o que vejo e Deus tem me tocado para denunciar o pecado, sem com isso deixar de amar os pecadores.
Neste primeiro momento falarei sobre característica do lobo:
Arrogantes –Pelas obras que aprove Deus fazer através de suas vidas vivem como se eles fossem os grandes responsáveis por tudo. A Bíblia diz que “Quem quiser se orgulhar, que se orgulhe do que o Senhor faz.” I Co 1:31, isso indica a certeza de que o Senhor e somente Ele é digno de honra e glória. O arrogante afasta e enfraquece a igreja, considera todos os líderes de ministério como inferiores em conhecimento ou sem obras e faz com que sua igreja nunca cresça espiritualmente, mas a torna dependente de seus “atributos superiores”. Em Tito 1:7 Paulo novamente orienta contra a arrogância e soberba nos líderes deixando claro que isto não convém aos pastores.
Mensageiros do medo – Você já ouviu algum testemunho de alguém que planejava por algum motivo trocar de igreja e ouviu o seguinte discurso: “Se você sair daqui Deus pode pesar a mão sobre você”, ou “Isto não é da vontade de Deus” ou ainda “Você pode ser amaldiçoado por uma escolha errada”. Já ouviu alguém te contar umas atrocidades destas? Eu já! Uma delas com lagrimas nos olhos disse que não esperava ouvir estas coisas de alguém que admirava tanto.
Somos chamados para sermos mensageiros das Boas novas / Boas notícias, e não de maldições, mas alguns lobos não gostam de se sentirem desprezados. Autores das frases acima não conseguem perceber que o reino de Deus é infinitamente maior do que suas igrejas locais onde eles, e não o Senhor, reinam “absolutos” e por isso apelam para o medo de seus liderados como forma de controle. Tornam-se fortes enfraquecendo o povo.
Emissários de culpa – Principal função dos adeptos da teologia da prosperidade, a culpa é necessária para justificar uma prosperidade financeira que não ocorre. As desculpas são: “provavelmente você esta em pecado” ou “o que vc esta fazendo de errado? Este argumento me faz lembrar os discursos dos “amigos” Jó.
Vivemos sobre a nova Aliança e não mais sobre a Lei. Paulo alertou isso aos crentes na Galácia, “Estai pois firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não voltei a vos prender com o jugo da escravidão. Gl 5:1” Observem bem que falo de liberdade, ausência da culpa justificada na cruz, e não de libertinagem.
A nova aliança nos garante que na possibilidade de erro, nosso advogado é Cristo (1Jo 2:1,2).
Sacerdotes pós-modernos – Para prender suas ovelhas, dizem cumprirem as funções sacerdotais assim como ocorria no Velho Testamento, fazendo a intercessão entre Deus e os homens. Dizem ter ouvido a voz de Deus para cumprir os propósitos de seu próprio coração. Ignoram e desmotivam a busca coletiva de um direcionamento Divino. “Para que a igreja precisa buscar orientação de Deus se EU já busquei e Ele me respondeu”. Este tipo de atitude engessa a igreja em uma imaturidade espiritual comprovada através do dia-a-dia com a atitude espiritualmente fria de seus membros.
Estes líderes esquecem o ignoram o conceito de sacerdócio universal.
Segundo o pastor Ed Rene Kivitz “Jesus Cristo foi, ao mesmo tempo, sacerdote e sacrifício que, oferecido a Deus de uma vez por todas, tornou desnecessária toda a estrutura anterior, que a Bíblia chama de “pacto envelhecido”, substituído pelo novo: “Deus acabou com todos os sacrifícios e pôs no lugar deles o sacrifício de Cristo” (Hebreus 8.13; 10.5-8).
Cristo é o nosso Sacerdote, Profeta e Rei. Excede qualquer outro, pois tem a autoridade de ser Deus, coisa que obviamente nenhum profeta ou sacerdote pôde alcançar. Todo crente em Jesus pode ter acesso ao Pai por intermédio de Cristo, podemos receber orientação pastoral, e não desaconselho este canal, mas temos também a oportunidade de beber diretamente da fonte.
Visão empresarial – Os livros de liderança, assim como os de auto-ajuda estão na moda. Muitos querem liderar, ser aquele que está a frente e fazem disso sua principal motivação para o exercício ministerial. Tornam seus ministérios semelhantes aos cargos de gerencia de uma empresa privada. Agindo assim, resultados são mais importantes que pessoas; não há lugar para fracos e não capacitados, estes são descartados com crueldade, pois discipulado é palavra desconhecida; Qualquer pessoa que contrarie a vontade ou simplesmente discorde de alguma idéia é eliminada como possível ameaça ao seu “cargo”.
Existe uma canção do João Alexandre que fala sobre algo parecido:
“Ali é o lugar ideal pra quem quiser se esconder e ser Mais um na multidão
Ali é onde os homens se abraçam mas na hora de pagar o preço, lavam as mãos
Ali é onde todos se encontram mas acabam se perdendo por achar que são invencíveis
Ali não há lugar pra tristeza, pra angústia, pra dor ou pra gemidos inexprimíveis...”
Ali é onde os homens se abraçam mas na hora de pagar o preço, lavam as mãos
Ali é onde todos se encontram mas acabam se perdendo por achar que são invencíveis
Ali não há lugar pra tristeza, pra angústia, pra dor ou pra gemidos inexprimíveis...”
Definitivamente Deus dispensa os conceitos empresariais pois os mesmos se baseiam em lucro e não no amor.
Não vou conseguir neste curto espaço abordar todas as lamentáveis características de alguns líderes, mas creio que estas são as mais comuns em nossos dias.
Meu grito de socorro para terminar esta primeira parte é:
Voltemos ao Evangelho!"
http://deusesamuel.blogspot.com/
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