quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Nota

Há muito não escrevo aqui, resolvi dar um tempo para minha cabeça para não ‘pirar’ com o que eu via e lia a respeito de pregadores do Reino.
Pois bem, a cada dia piora.
Há alguns que irão me falar que: “Ah Bruno, você não e pastor para poder julgar, pois você não tem feito nada pela vida dessas pessoas...” e bla, bla, bla.
Nao sou Pastor nem Juiz, como leigo que sou, poderia ate ficar de cabeça baixa. Mas não devo.
Se tu que estas lendo, eh pastor e esta na situação que vou falar, assim como Eli fez (I Samuel 3.8-9), preste atenção no que irei dizer, consulte a Bíblia e ore a respeito:
1 – A principal promessa para o povo de Deus eh a salvação; de graça, pela Graça e misericórdia do Senhor.
2 – Em momento algum da Bíblia vejo o Senhor dizendo/declarando através de seus profetas que: buscando o Reino dos Céus você terá riquezas materiais na Terra. Alias, vejo ao contrario (Mateus 10.9-10).
3 – Que Deus, sendo o dono da prata e ouro e nos sendo filhos D’Ele através do sangue de Cristo sejamos herdeiros na Terra de riquezas, ao que me consta, aquele que perseverar na fé, herdara a coroa da vida, e morara na Nova Jerusalém, com ruas de ouro...
4 – Em momento algum da Bíblia vejo Deus dizendo através de seus profetas e apóstolos que temos de nos preocupar com nossos problemas pessoais, finanças, doenças e o dia de amanha fazendo campanhas e congressos internacionais com chamariz de milagres impossíveis para trazer pessoas para a Igreja. Não há estratégias para trazer empresários para aumentar o caixa das Igrejas, não se deve haver planos mirabolantes, não se deve fazer campanhas de jejum e orações intermináveis para a Igreja crescer e ficar saudável, deve-se prega a Palavra, a verdadeira e sã Palavra.
5 – Em local algum da Palavra de Deus nos ensina a colocar nossa vida, nossas prioridades na frente da do próximo, pelo contrario, Jesus nos deu o exemplo maior de sacrifício por nos.
6 – A Salvação tem de ser prioridade nas pregações, assim como o Amor de Deus, assim como o Amor ao próximo, assim como o pecado e seus efeitos, como a busca por Deus, como a dedicação a obra, como a busca pelas Santas Escrituras... o resto, eh resto.
A religiosidade e o cerimonialismo não devem fazer parte de uma pessoa que eh livre para expressar a Palavra de Deus. Sejamos aptos em servir, ágeis em demonstrar o que aprendemos através da Palavra e o principal, honestos.
Devemos nos confrontar diariamente com a Palavra, sem medo de chorar e dizer: “Estou errado...”, sem ser hipócrita. Devemos nos exortar e exortar aqueles que estão perdendo os ‘eixos’ e se corrompendo por um algo que não deveria ser o foco: o dinheiro. Este sim trás males profundos a Igreja, e ainda há pastores que se preocupam veementemente com finanças pessoais, com contas da Igreja, com quem esta ou não dizimando e ofertando... Meu irmão deixe eu lhe falar algo: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” – Mateus 6.24
E, se você esta na contramão dessas situações acima e ainda assim acha que esta no caminho certo, preciso te dizer: “Passa um bronzeador muito bom quando morrer pra ver se alivia a queimadura um pouco no inferno.”
Não devemos nos calar para mostrar o que esta errada, devemos sim mostrar e buscar fazer o que eh correto. Não devemos fazer, por exemplo, como o Congresso de nosso pais, onde a ‘camaradagem’ fica acima da idoneidade, dos princípios e valores, ainda mais se tratado da Palavra. Não devemos atacar pessoas, mas os atos que elas fazem e o que falam, o que pregam.
A Verdade, acima de tudo a Verdade.
Que não sejamos pedras de tropeço para os que são leigos, para os que não conhecem o que a Palavra de fato diz. Escandalizar o evangelho faz com que mais pessoas estejam condenadas sem nem ao menos termos a oportunidade de levar o Amor de Deus a vidas sedentas.
O meu compromisso eh com a Palavra, com Deus, se não estou agradando homens, isso não me importa, o que importa eh fazer o que Ele disse que tem de ser feito. Nem que seja desmascarando oportunistas do evangelho, mesmo que esses sejam meus conhecidos e ate por outrora amigos.
Abraços.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Amor, Fé e Esperança. Destes o maior é o Amor.


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                Primeiramente eu gostaria de agradecer carinhosamente àqueles que têm lido esse blog, mesmo que anônimos – em todos os casos – eu agradeço. Tenho orado a Deus para que esse blog seja um auxilio e um ‘abridor de olhos’ na vida de muitas pessoas, pois nada há situação mais covarde do que pessoas serem abusadas por ‘líderes’ que se aproveitam das dificuldades alheias e da falta de conhecimento. Em nome de Jesus tenho orado para que a cada dia que passa, aprendamos mais e mais, e através do conhecimento da Palavra, ninguém seja refém de dogma algum. Gostaria de deixar bem claro que: sou extremamente a favor do corpo de Cristo (Igreja), sem ele (o corpo) não há crescimento espiritual mútuo, não há distribuição de dons e somente com ele unido e saudável, veremos o mover verdadeiro do Espírito Santo.
                Toda a honra e Glória sejam para o Senhor, e que com a força do Espírito Santo, possamos alcançar vidas que necessitam de Deus, necessitam do amor de Deus. Amém.
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Tem muito crente que está revoltado pela aprovação da PL 122, porém, façamos nossa parte, com os frutos do Espírito Santo. Sabemos que a justiça dos homens pode mortificar a carne, mas a de Deus é quem trata do Espírito. Podemos passar hoje pela tribulação, mas amanhã teremos a Gloria.
                Vivamos em Espírito, com amor, com paz e mansidão, e não tenhamos nada a contestar a nosso respeito, mesmo que as situações muitas às vezes sejam a contragosto nosso, façamos com que o Espírito Santo nos ajude a passar por essas situações. Não sou a favor à união homo afetivo, porém, nosso país é Laico, e se não for o Estado estar a favor das minorias, quem seria? Deus ama o pecador, mas repudia o pecado. Hoje pessoas que vivem nessa condição têm a chance de reconciliar-se com Deus e viver em plenitude da Palavra, porém não sabemos por quanto tempo, a decisão é de cada uma delas.
                Eu conheço um Deus que é: Fiel e Justo, que sabe todas as coisas e que nos dará respaldo para passar por toda essa implicação legal.
                Sejamos cordiais com todos, tendo amor, fé e esperança em dias melhores.
Afinal, quem sabe o dia de amanhã?
Quantos pais machões de dentro de igrejas têm filhos hoje homossexuais e que são oprimidos por estes?
Pais que se dizem crentes, mas quando chegam a casa, batem na mulher, espancam os filhos e vive na gandaia?
Cuidemos de nossos problemas internos que já são enormes em primeiro lugar, tiremos nossas traves dos olhos, depois pensamos em que fazer com os ímpios.
- Eu tenho algumas, e você?
Hoje a Igreja de Cristo está muito doente, muitas pessoas feridas, machucadas, decepcionas e morrendo, sem nenhum homem de Deus ir lá e ouvir os problemas, deixar com que essas pessoas abram seu coração e chorar com elas. Muitas pessoas não precisam de conselhos, não precisam de sermões, não precisam de horas de oração, precisam apenas de serem ouvidas, precisam de carinho, de companhia. Precisam daquilo que tem faltado às Igrejas e pastores: amor.
Paulo diz:
“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”

                É difícil ser Cristão né? Fácil é ser crente, crer nessa palavra e não querer viver ela.
                Abraços.

Bruno Percinoto
blbpercinoto@gmail.com

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A carne milita contra o Espírito. De qual lado você está? (Parte II)


           
                Nossa carne é extremamente forte, e não cessa de nos confrontar com vontades que nos faz desviar da vontade de Deus. Em muitas às vezes, ela age em nosso momento de necessidade, ansiedade, frustração, dor e mágoa.
                Não foram poucas às vezes que homens de Deus, ungidos por Deus – ou seus profetas – em suas necessidades deixaram a carne falar mais alto. Outras situações utilizaram a vontade carnal para satisfazer o ego, fortalecendo assim seu status, sua fama e poder.
                Na passagem que veremos hoje, é uma passagem muito direta sobre desobediência, ansiedade e conseqüência. Veremos uma passagem sobre Saul, primeiro Rei de Israel, ungido pelo profeta Samuel, escolhido pelo povo e autorizado por Deus a reinar sobre seu povo.
                Saul, apesar de todo o conhecimento bíblico que temos dele – por ser um homem inconseqüente – foi um bom administrador do reino de Israel, sendo menos oneroso e prejudicial à situação financeira do povo – do que Davi e Salomão – porém, seu ego falou mais alto nas horas decisivas, fazendo com que Deus ficasse em segundo plano, e isso gerou graves conseqüências à sua dinastia e ao povo.
                Todas as vezes que Saul deveria esperar uma resposta de Deus, ele se precipitou, e errou. Veremos no texto abaixo uma dessas passagens:

                I Samuel 13.8-14 8. E esperou Saul sete dias, até ao tempo que Samuel determinara; não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo se dispersava dele. 9. Então disse Saul: Trazei-me aqui um holocausto, e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto. 10. E sucedeu que, acabando ele de oferecer o holocausto, eis que Samuel chegou; e Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar. 11. Então disse Samuel: Que fizeste? Disse Saul: Porquanto via que o povo se espalhava de mim, e tu não vinhas nos dias aprazados, e os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás, 12. Eu disse: Agora descerão os filisteus sobre mim a Gilgal, e ainda à face do SENHOR não orei; e constrangi-me, e ofereci holocausto. 13. Então disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente, e não guardaste o mandamento que o SENHOR teu Deus te ordenou; porque agora o SENHOR teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre; 14. Porém agora não subsistirá o teu reino; já tem buscado o SENHOR para si um homem segundo o seu coração, e já lhe tem ordenado o SENHOR, que seja capitão sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou.”

                Samuel era um profeta, sacerdote e juiz sobre Israel, foi o último juiz sobre a terra de Israel. Depois de décadas que Israel era administrada/conduzida por um juiz, o povo pedia um Rei para comandar a nação, pois seus inimigos tinham reis e o porquê era mais ‘fácil’ para administrar e tomar decisões rápidas sobre questões de guerras. Pois bem, Samuel avisou quais seriam os contras também para o povo de ter um Rei sobre o comando, porem, o povo estava determinado a ser comandado por um líder e sua dinastia. Saul foi escolhido pelo povo, ungido por Samuel e aprovado por Deus, porém...
                No vers. 8, vemos que Saul estava aguardando Samuel para realizar uma cerimônia, afim de confirmar diante do povo que Saul era Rei sobre Israel, porém, nesta época, era comum guerras entre nações, a disputa assídua por territórios e poder era extremamente comum e desgastante.
                Neste momento, Israel estava sofrendo um forte ataque dos filisteus, e o povo sem um líder de guerra, estava perdido e se dispersava. Saul vendo que seu povo estava sendo oprimido, e se dispersava cada vez mais, não agüentou a ‘lombriguinha’ de esperar Samuel para iniciar o ritual de confirmação do seu reinado, resolveu ele, por conta própria, exercer uma função que não era dele, de sacerdote.
Ele como rei, achou que poderia resolver o problema de uma área que não era de fato a dele, uma consagração espiritual. Talvez pelo fato de ser autoridade máxima de uma nação, ele achou que estava acima de todos que viviam nela, e seus cargos.
No vers. 9, Saul faz o sacrifício da oferta e a consagra a Deus, de forma ilícita, pois não detinha autoridade para isso.
Muitas são as situações em que fazemos o que não nos cabe fazer, o que não temos autoridade a fazer, achando que estamos ajudando, e na verdade, estamos atrapalhando. Parecendo a situação de um cidadão que leva o carro na oficina no sábado de manhã, paga pelo serviço e acha que tem de ser o mecânico no lugar do mecânico, fica dando ‘pitaco’ no serviço que não sabe fazer, e ainda atrapalha que está executando o serviço, somente porque acha que está pagando, tem o direito de exercer a função.
Saul através da ansiedade passou por cima de um departamento que não era o dele, que era designado para uma pessoa que era consagrada a esse tipo de serviço, uma pessoa preparada, porém, como autoridade máxima de uma nação, achou que podia executá-lo.
No vers. 10-11, assim que Saul acaba de fazer o sacrifício, Samuel chega. Saul tenta recebê-lo, creio eu que de forma carinhosa e com a seguinte frase: “Ô meu amigo, você estava demorando, aê pra ajudar, resolvi adiantar o trabalho, pois sei que você também é um homem com muitos compromissos, então dei uma forcinha...”, porém, essa não era a vontade de Deus, não era o que Saul deveria ter feito. O combinado não sai caro.
Saul tentou se desculpar após ser reprovado por Samuel, colocou a culpa nos outros, dizendo que o povo se dispersava e que já não acreditavam na vitória, que o profeta havia se atrasado, que os inimigos estavam se aproximando... Tudo o que ele falou, ele mandou a responsabilidade do seu erro para os outros, não assumiu seu erro – aqui se distingue um verdadeiro homem de Deus – e não se arrependeu, preferiu justificar seu ato falho com a situação. Este ponto é um divisor de águas em nossas vidas, é onde separa o Santo do profano, é onde se separa o justo do injusto, aqueles que são de Deus e agradam sua vontade e aqueles que não são de Deus.
Homens e mulheres de Deus, erram, pecam, pisam na bola, mas assumem seus atos, assumem suas falhas, reconhece sua participação no erro e sabem que é Cristo quem os justifica, não nossas desculpas, não nossas historinhas. Saul teve a oportunidade de responder para Samuel da forma que agrada a Deus, porém, errou duas vezes seguida, e sendo o rei de uma nação, o problema se agravou.
No vers. 12, Saul demonstra que sua ansiedade em resolver as coisas, da sua forma, falou mais alto. Que atropelou as coisas, por pressa, por vontade própria. Ele mesmo confessa que fez sem orar, por pura pressão psicológica dos filisteus o perseguindo.
Esta parte, em particular, serve diretamente para minha pessoa, sou muito às vezes totalmente impulsivo, quero resolver as coisas de maneira rápida e eficaz, porém, em muitas as situações, o ‘tiro sai pela culatra’, o problema dobra de tamanho e se torna mais complicado de resolver. São muitas as pessoas que agem pela impulsividade, pela ansiedade, sem orar, sem jejuar, sem observar os preceitos e caminhos corretos, os atalhos normalmente nos atraem, e estes, são ciladas.
Saul sentiu-se na necessidade de dar uma resposta aos seus comandados, precisou mostrar para eles ‘quem estava no comando’, e esqueceu-se de quem tem de estar no comando é Deus, ele sentiu-se constrangido pelos filisteus estarem avançando e seu exercito fugindo, quis resolver por si só o problema, e fez da pior maneira.
No vers. 13, Samuel repreende duramente o rei, na frente de seus comandados, para todos verem que esta não foi a decisão correta, que Saul agiu impulsivamente e erroneamente.
Este versículo é extremamente interessante, pois vemos um sacerdote repreender o rei na frente de seus comandados, diferentemente de hoje em dia, onde ‘pseudos-sacerdotes/pastores’ afagam aqueles que deveriam ser repreendidos publicamente, tornando-se pior do que eles. Samuel tem uma postura de um homem de Deus, e que não teme a autoridade humana, e faz aquilo que Deus quer e não o que agrada aos homens, esse tipo de profeta, hoje é raro encontrar, e quando aparecem, aqueles – falsos profetas – que detém o poder na mídia, tratam logo de tentar derrubar, difamar ou pior, acusá-lo de mensageiro de satanás.
O papel do profeta em todo o Antigo Testamento é o de denunciar, confrontar aquilo que não está de acordo com as Leis de Deus, ao contrario do que se tem visto hoje, profetas que só querem profetizar bênçãos financeiras e prosperas em sua vida, serei bem claro, FUJA DESSES, POIS ESTES QUEREM SUA LÃ E CARNE. Se tiver alguma duvida sobre o que disse agora sobre profetas, leia Jeremias 28.5-19.
Samuel mostra qual seria o plano de Deus na vida de Saul com aquele ritual, e logo no vers. 14, revela o que Deus já estava fazendo. Aqui fica claro, que Deus conhece nossos corações, e sabe qual nossa índole e nossos passos. Saul tinha acabado de assumir o trono de Israel, e Deus autorizou isso, porém, o ritual que era de confirmação de seu trono tinha de ter uma simples norma estabelecida, e Deus sabia que Saul não cumpriria, e já tinha um plano para isso, já tinha encontrado um jovem, chamado Davi, que tinha o coração sincero e humilde para colocar no lugar de Saul.
Muitas vezes nós não entendemos o caminho que Deus quer que sigamos, e queremos trilhar nosso próprio caminho, porém, mesmo dessa forma, Deus continua a agir, continua a trabalhar para o bem daqueles que o ama, e de forma imparcial para aqueles que não querem compromisso com Ele. Deus permitiu que Saul reinasse em Israel, até preparar seu escolhido, Saul desfrutou do trono e, diga-se de passagem, administrativamente para o povo, foi menos oneroso que Davi e Salomão.
Deus avisou Saul que sua dinastia não tomaria posse do trono, porém permitiu que ele desfrutasse do mesmo. Isso pode ser espelhado em nossas vidas, em muitos os casos. Tem situações que resolvemos com a força de nosso braço, Deus não impede que nos aconteça deixa até desfrutar de tal situação, porém o vazio interior paira... A sensação de incapacidade torna-se cada dia maior, a frustração reina, pois sabemos que poderíamos ter feito diferente lá atrás, demos um grande peso à nossa carne, e deixamos o Espírito Santo de lado, e muitas vezes sabemos disso, que fizemos por impulso, por imaturidade, porém, não temos a mesma coragem para desfazer o que fizemos, ou ainda, mais simples, assumir o erro.
Essa foi a diferença crucial entre Saul e Davi, os dois foram reis, pecaram, porém a postura de cada um diante do seu erro fora totalmente oposta a do outro, Davi se retratou, Saul se explicou, como dizia um antigo gerente meu: “Explica, mas não justifica!”, um agia pela carne, outro pelo Espírito.

- Como tu tens agido? Tem sido por impulso, ou por muita oração?
- Quando você erra, pisa na bola, qual tem sido sua postura?
- No dia a dia, quem tem falado mais alto, a sua vontade ou a vontade de Deus?

Certa vez eu ouvi um pastor dizer – e muito sabiamente – que normalmente a vontade de Deus é aquela que nós não queremos fazer, lá no íntimo nós sabemos qual é, porém, não nos interessa, e muito menos agrada.
Orar, jejuar, sinceramente é uma pratica que eu não tenho muito costume, não sou ‘fervoroso’ em oração – digo, não tenho costume de extrapolar em oração – mas estou aprendendo... Não é fácil, mas é gratificante acertar o passo.


Paz,
Bruno Percinoto
blbpercinoto@gmail.com

domingo, 3 de abril de 2011

A carne milita contra o Espírito. De qual lado você está? (Parte I)


                Esse é um tema delicado e uma chave fundamental para servir a Deus. É uma situação onde diretamente está nossa vontade corpórea contra a vontade de Deus, e infelizmente em muitas às vezes, temos apoiado nossa carne, temos literalmente ‘sabotado’ a ação do Espírito Santo de Deus agir em nossas vidas, a nosso favor e em favor de outras pessoas.
                De fato, como eu já havia dito anteriormente, ser cristão, é ter uma vida de entrega, uma vida de renuncia. Não é fácil, porém, necessária para quem um dia almeja a salvação em Cristo.
                Ser cristão é entregar-se sem reservas, é seguir de fato o ‘manual do fabricante’ – a bíblia – a nosso próprio favor, seguir cada passo que Jesus nos mostrou e as cartas Paulinas nos ‘decodificou’. Hoje, vou usar uma parte – que para mim é um dos ápices em termos de revelações das cartas de Paulo – muito complexa e direta ao mesmo tempo, da 'Carta de Paulo aos Romanos'. Complexa porque é extremamente rica em informações, o nível de revelação do querer de Deus à nós é muito grande em poucos capítulos; direta porque Paulo não faz rodeios para dizer o que precisa, toca diretamente na ferida, e ainda ‘joga merthiolate’ pra cicatrizar mais rápido – apesar de ajudar a cicatrizar, dói, e muito!
               
Vamos à passagem:
                Romanos 8.1-8 1. Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. 2. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. 3. Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; 4. Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. 5. Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. 6. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. 7. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. 8. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.

                Paulo era do tipo de pessoa que não tinha ‘palpas’ na língua para exortar, para falar sobre como as coisas tinham de ser. Era um judeu - com cidadania romana, da descendência da tribo de Benjamim (Filipenses 3.5), família de linhagem tradicional – diga-se fariseu. Muito cedo Paulo já havia sido enviado pelos pais para estudar em Jerusalém para aprender com Gamaliel “segundo a exatidão da lei...” (trecho em Atos 22.3) - este um dos principais dos sacerdotes. Paulo era uma pessoa instruída sobre o que era servir a Deus e como funcionavam as Leis de Deus. Tanto que, até Paulo ter um encontro face a face com Cristo – Atos 9.5 – era conhecido como Saulo de Tarso, era um fariseu ‘fanático’ que defendia sua causa com unhas e dentes, encerrando pessoas em prisões – homens e mulheres – até que, neste encontro seus olhos se abriram para o Espírito - “E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas” (trecho em Atos 9.18) – e ele entendeu realmente quem era Deus, e conheceu verdadeiramente qual era a vontade de Deus, conheceu de fato, o que era o Espirito de Deus.
                Paulo assim que esteve face a face com Cristo, em pouco tempo começou a pregar o evangelho, causando estranheza e desconfiança naqueles que diziam já seguir a Cristo. Paulo, assim chamado pelo próprio Cristo, arregaçou as mangas e começou a pregar, começou a discipular.
                Na ‘Carta aos Romanos’, Paulo trata aos cristãos já estabelecidos em Roma, antes dele próprio chegar – preso – e como posso dizer, instrui aos cristãos o que era o caráter cristão, o que era ser cristão, de fato. É uma carta para pessoas que já tinham algum conhecimento sobre quem era cristo, porém estavam vivendo à margem do propósito. Paulo com profunda sabedoria e revelação trata diretamente com eles os problemas e lhes concede uma imensidão de revelações sobre Deus, sobretudo a intimidade com o Espírito Santo. É uma carta que eu diria que: Todos aqueles que se dizem cristãos/crentes, deveriam conhecê-la inteiramente, somente assim, se viver conforme ela instrui em relação a ter uma vida santificada e direcionada para Cristo, essa pessoa poderia ser chamada de discípulo/cristão.
                Hoje vou pegar um trecho do capitulo 8 dessa fantástica ‘Carta aos Romanos’, apesar de serem apenas 8 versículos - o trecho que irei utilizar - é de extremo aprendizado e também um grande e poderoso ‘alimento sólido’ sobre o que é ser cristão.
                No vers. 1, Paulo nos dá a revelação do que é andar com Cristo, do que é estar livre do pecado. Não temos acusação sobre nós, pois temos o sangue de Cristo sobre nossas vidas para nos purificar, porém, de forma incisiva e direta, tem uma condicionante para estar livre de acusação:  “...que não andam segundo a carne...”.
                Paulo coloca um condicionante, e um condicionante que é determinante para ser Cristão: Andar no Espírito.
                O que seria andar segundo a carne?
                O que seria andar no Espírito?
                Andar pela carne seria nossa vontade estar acima de Cristo, estar acima do Criador e nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Infelizmente, tem pastores dizendo que andar pela carne é somente estar pecando, e ainda direcionam o pecado apenas para algumas situações que provavelmente ele não faça – provavelmente – que seria a idolatria, prazeres em relação a sexo fora de casamento, sonegar os dízimos e ofertas, mentiras, inimizades e blá blá blá... Mas o que Paulo realmente quis dizer em relação andar pela carne? Paulo com certeza foi muito mais afundo em sua condicionante ‘andar segundo a carne’, ele foi ao tocante daquilo que nos separa de sermos Cristãos e meros crentes, ele foi como se diz no dito popular: “Foi na veia.”
                Paulo remeteu-se ao negar a si mesmo, carregar a sua cruz e seguir a Cristo, Paulo era um homem decidido a ganhar almas a Cristo, e entendeu perfeitamente o que era “Ir, pregar o evangelho a toda criatura...”,  viver segundo a carne, seria nada mais, nada menos do que ter nossa vida como prioridade, e não o Reino dos Céus. Um cristão que vive segundo a carne, de nada se diferencia em relação a um pecado comum – que muitas vezes nós facilmente identificamos, haja vista que, para Deus, pecado é pecado, não importa qual foi.
                Viver segundo a carne para Paulo, era se omitir em fazer a vontade do Espírito Santo, era se omitir em fazer a obra de Deus, sendo assim, há condenação para aqueles que crêem, porém são ramos infrutíferos, e estes serão cortados e lançados ao fogo (João 15.1-6).
                Andar no Espírito, é arregaçar as mangas e ir pregar as boas novas, ir anunciar o evangelho da salvação, anunciar que Cristo foi ressurreto e vivo está, e por Ele viver, não temer o dia de amanhã, pois o Criador da vida é quem estará no controle de todas as coisas. Ok, beleza, ai você me pergunta, isso é fácil? Não, Jesus mesmo disse que não haveria de ser fácil, porque eu diria o contrario? Mas o desafio de ser cristão é esse, é estar ao lado do Espírito e não de nossa carne no dia-a-dia.
                Nos vers. 2-4, Paulo mostra para aqueles que vivem no Espírito o porquê foram justificados, Deus enviou a Cristo, seu próprio filho, nascido e sujeito à carne pecaminosa para encerrar a lei do pecado através dele. E crendo N’Ele e buscando a Ele, temos a inclinação para o Espírito Santo. Paulo alega que seria impossível através da lei, pois esta já estava enferma e corrompida pelos homens, a Lei judaica já era para poucos e somente de aparência, pois todos buscavam a glória humana, visto que isso era o ‘gerador de status e poder’. Paulo nos exorta claramente que se é isso que buscamos é isso que encontraremos e, infelizmente, muitas ‘igrejas’ e lideres tem buscado incessantemente este tipo de glória, achando que a expansão horizontal é dádiva divina.
Ouçam com carinho e atenção: o crescimento que Deus quer para cada vida é o crescimento vertical (de nós para Deus), o horizonte será acrescentado por Ele através de nosso testemunho, através de nossos passos. Busquemos a Deus, verdadeiramente em Espírito e verdade, buscai as ‘coisas’ do Espírito, e delas colheremos frutos. Não adianta eu correr atrás de 200 famílias para conhecer a Cristo se a minha está ‘arrebentada’ e perdida! Não me adianta querer converter o bairro vizinho se meu bairro não conhece a Cristo! Busquemos a Deus e Ele nos mostrará como fazer, Ele tem de estar à frente de nossos passos, sempre! Crescimento vertical, entre eu e Espírito de Deus, entre você e o Espírito de Deus. Assim teremos a certeza de que Ele é quem está no comando de todas as coisas.
Paulo, para se ter uma idéia, batizou apenas 2 pessoas, porém formou igrejas e mais igrejas com alimento sólido da palavra de Deus, a glória tem de ser de Deus, não do homem, ou seja, o que adianta as igrejas ‘afundar’ um monte de pessoas na água se essa pessoa realmente não entendeu o que é e quem é Jesus? Talvez é interessante para constar no numerário da igreja – só se for – mas para Deus não passa de uma cerimônia vazia e CARNAL. O batismo, por exemplo, tem de ser feito somente, digo novamente, SOMENTE se houver arrependimento SINCERO do ‘batizante’, do contrário, será apenas uma cerimônia CARNAL da igreja. Esse é um dos motivos de tantas pessoas que se dizem ‘conhecer a Jesus’ estarem perdidas no mundo, e fazendo coisas piores do que aqueles que nunca estiveram dentro de uma igreja, foram vítima apenas de um censo episcopal, e não alvo de uma transformação genuína no Espírito Santo, gerada através do discipulado e da busca vertical.
Nos vers. 6-7, ele demonstra qual o verdadeiro perigo de estar atrás buscando as honras carnais: a morte. Aqui tenho de abrir uma observação importante, para explicar de fato o que Paulo diz com morte – que, diga-se de passagem, é o mesmo significado que Jesus utilizava.
A morte, aqui, neste ponto, é a morte da alma, lançada ao lago de fogo – o mesmo que é dito por Jesus como inferno de fogo e por João em Apocalipse 22.10 – ou seja, é algo muito mais sério do que alguns ‘pseudo-pastores’ tem ensinado em suas igrejas. Alguns interpretam que é apenas morrer estar andando pela carne, mas quando se trata de morte, aqui para Paulo e para Jesus, é a morte eterna.
Buscar a Deus em todo o tempo é preciso, ainda mais conhecendo a Palavra D’Ele. Buscar a vida, e vida em abundancia, nada mais é do que caminha com o Espírito, lutar ao lado do Espírito contra nossa natureza humana e carnal. Estar disposto a dizer não para nossa mais suave vontade, ou pode-se chamar de força do hábito, já é estar buscando as ‘coisas’ do Espírito e, conseqüentemente, estar sujeito às vontades de Deus, e estar livre das acusações do pecado e da morte.
No vers. 8, Paulo literalmente dá o ‘xeque-mate’ naqueles que estão ‘meia-boca’ em sua caminhada cristã: “.... Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus...”.
É um nocaute para os que estão brincando de ser cristãos e continuam com sua vida sendo comandada pela carne, ou seja, com seus objetivos a frente de Deus. A questão não é o que tenho feito de errado, ou se eu estou fazendo mais coisa certa do que errada, a questão é: Deus é prioridade absoluta em seus atos? Se a resposta for não, está na hora de começar a mudar...
Só de ler esse trecho da carta, me dá um ‘comichão’, pois uma coisa é ser ignorante em relação à vontade de Deus, em relação à sua Palavra, em relação a Deus. Agora, conhecendo o que Deus quer para nossas vidas e ficarmos à margem da vontade D’Ele, sabendo que isso não o agrada, a pessoa tem que ser ‘macho’, ou muito burra – desculpe-me esse termo – por que tendo o entendimento da Palavra e sabendo a conseqüência do que seria não agradar a Deus, ou pior, fazer intencionalmente por puro egocentrismo, é complicado.
Hoje eu lhe pergunto:
- Tu tens focado totalmente em você o seu tempo?
- Tu tens buscado expandir o reino de Deus de forma numérica, correndo atrás de pessoas para batizar e dizendo: essa pessoa conheceu o evangelho porque EU preguei para ela?
- Qual é sua postura perante a vontade de Deus, ficar omisso ou ‘zerar o hodômetro’ e começar agora a fazer a coisa correta?

De uma coisa eu tenho a certeza, Deus não precisa de mim ou de você para fazer a obra dele crescer, ele pode usar até uma mula para isso acontecer, mas através da infinita misericórdia D’Ele, temos o privilégio de ser um ‘co-autor’ na grande obra que Ele tem solicitado a executar e precisamos veementemente D’Ele para o nosso caminhar.
O nosso alvo tem que ser sempre o centro da vontade D’Ele, e para isso, somente andando pelo Espírito e dia após dia, mortificando nossas vontades carnais, somente assim teremos um crescimento sólido, unicamente o vertical, assim ele nos direcionará de forma precisa para os planos D’Ele, o horizontal será uma conseqüência natural de quem tem uma vida santificada a Deus.
Busquemos em todo o tempo e em todo local.
Amém.

Bruno Percinoto.
blbpercinoto@gmail.com

sábado, 2 de abril de 2011

Deus, um Pai de braços abertos ao filho perdido.

O texto para reflexão que eu gostaria de compartilhar com vocês, é um texto bem conhecido, na verdade é uma parábola que Jesus contou para os publicanos e pecadores. Estes se aproximaram para ouvir um pouco sobre sua sabedoria e conhecimento. Ao mesmo tempo em que isso ocorria, os fariseus e os escribas – homens religiosos que detinham o poder e ‘autoridade’ sobre a Lei de Moisés – murmuravam uns com os outros, pois, Jesus era conhecido como um profeta – pelo povo, porém estava cercado de pecadores, este fato era inadmissível para homens de dura cerviz e com vidas de aparência.

Lucas 15.11-32 “11. Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos. 12. O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres. 13. Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. 14. E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades. 15. Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. 16. E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada. 17. Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! 18. Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; 19. já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados. 20. Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. 21. Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés; 23. trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos, 24. porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se.

Neste tempo em que Jesus vivia, era comum as pessoas transmitir suas idéias através de histórias, ou contos  – assim como o é até os dias de hoje – afim de que pessoas de pouco entendimento ou sem estudos compreendesse o que a mensagem tinha de ensinamento, para chegar na famosa ‘moral da história’. E essa parábola que se chama o “Filho Pródigo” veio após de duas outras: “A ovelha perdida” e “A dracma perdida”. As três tratavam exatamente do mesmo assunto, pessoas perdidas em relação ao Reino dos Céus. Pessoas que preferiram se afastar do Pai a fim de viver sua própria ‘pseudo-liberdade’ e tem sofrido com isso, ou tem-se frustrado. Pessoas onde quando são 'encontradas', há festa no céu.
Muitos julgam que o livre arbítrio é a melhor coisa do mundo, ter liberdade para falar, agir, pensar e literalmente ser o que der na ‘telha’ é fascinante, porém, há pessoas que não sabem lidar com esse tipo de liberdade, há pessoas que se esquecem de que as criou ou simplesmente por não ter consciência de onde vieram, fazem o que quiser de seu corpo e vida. Paulo disse: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” – I Coríntios 6.12.
No vers. 12, nesta parábola de Jesus, vimos que um jovem – filho mais novo de um pai – pede ao pai que ele lhe adiante toda a herança, para pode viver em paz, poder viver da forma que ele quisesse. Era tradição de nesta época, os filhos trabalharem juntamente com seu pai, para cuidar diretamente de seu patrimônio e ajudar a fazer crescê-lo, assim aprendiam como lidar com os negócios. Porém, o mais novo dessa história não queria trabalhar, e sim ‘farrear’ – diga-se de passagem, cena corriqueira nos dias de hoje – o pai que criou os filhos, permitiu que esse jovem fosse curtir sua liberdade, com seus bens.
Nos vers. 14 e 15, descobrimos que a crise financeira não é privilégio de nossos tempos, e cada vez mais se confirma o que alguns exegetas alegam – de que a história é cíclica – de que nada que não tenha acontecido no passado, não venha a se repetir no futuro. Esse jovem torrou todo o dinheiro que seu pai havia lhe dado, com bebidas, prostituição, ‘baladas’ e vida boa em geral, tudo regado do bom e do melhor – da mesma forma que acontece hoje em muitas famílias. Este mesmo jovem que até pouco tempo era rico ficara miserável, com fome, indo trabalhar do que na época para os judeus era de um dos piores trabalhos, apascentar porcos. Para os judeus, o porco era um animal considerado imundo e indigno. Só eram criados para comercialização, para a venda em outras etnias, eles mesmos não comiam carne de porco.
Este jovem fora trabalhar criando porcos, que não era nem seu. Um estado deplorável aonde ele chegou. Pode-se dizer que até ontem ele devia estar pagando bebidas aos ‘amigos’, saindo com as melhores garotas que podia pagar, mas na verdade o que tinha dentro dele era um puro vazio, uma vida sem esperança, uma vida que acabou ficando contaminada pelos seus atos, aonde literalmente chegou à lama, dividindo espaço com porcos. No vers. 16, mostra aonde ele realmente chegou, ele desejava comer a comida dos porcos, desejava se fartar dela, pois sentia fome. De um jovem, que tinha uma vida ‘light’ ao lado de seu pai, ele estava invejando a lavagem dos porcos.
Há pessoas que tem todas as oportunidades da vida para poder caminhar em paz, com tranqüilidade para o sucesso, para ter uma vida da forma que seus pais planejaram, porém têm-se regado de álcool, drogas, prostituição, jogos e até roubos e assassinatos – muitas vezes por pura aventura – para poder ser aceito em algum determinado grupo de ‘amigos’, para ser aceito em uma sociedade corrupta e imunda, deixando de lado os pais, os irmãos e verdadeiros amigos. Pessoas que parecem estar determinado a se autodestruir de uma forma tão abrupta que nem se lembram de onde que começou tal sentimento, por qual motivo tem auto-flagelado, por qual motivo tem caminhado por caminhos obscuros e escorregadios, pessoas que hoje sentem inveja da comida dos porcos, pessoas que sentem inveja daquilo que outros – em estado pior – têm se alimentado, pessoas que perderam sua identidade, sua auto-estima, sua saúde e pior, daquilo que tanto dizem ter conseguido: liberdade.
Se você é uma pessoa nesse perfil, eu preciso lhe dizer algo: você tem solução! Assim como esse jovem teve.
Nos vers. 17 e 18, este jovem ‘cai em si’, reflete o que fez de sua vida, lembra que tem um Pai. Ele lembra que até os empregados de seus pais tinham comida, eram mais bem tratados do que ele. Ele toma uma atitude, e este é um ponto chave de quem está nessa situação, QUERER SAIR DELA. Ele planeja como falaria com seu pai, como seria o encontro.
Pessoas que estão nessa situação, de tanto ser pisada, tem medo da atitude das outras pessoas, ainda mais das quais ela magoou, mas essas se você está nessa situação, precisas saber de algo: Não tenha medo!
Este jovem planejou pedir perdão ao seu pai, mas no vers. 20, quando o Pai, avistou que o filho voltava para casa, arrependido, abraçou-lhe, no estado em que este se encontrara e o beijou. Muitos pais há anos estão sem falar com os filhos, muitas vezes por falta de intimidade, por dura cerviz, ou por simples insensibilidade mesmo. Se tu for pai e está lendo esse texto, também preciso lhe dizer algo: não espere seu filho chegar ao fundo do poço para abraçá-lo, para beijá-lo. Faça hoje, pois amanhã pode ser tarde demais...
A primeira atitude deste pai foi colocar seu filho no devido lugar, vers. 22, ele o fez tornar seu filho novamente, vestiu-o, colocou anel nos dedos – significado de poder – e sandália nos pés – algo que poucos possuíam. O pai não questionou onde o filho havia andado, não julgou o filho, não o confrontou, ele simplesmente abriu os braços e o beijou – mesmo este estando em seu pior estado.
Este pai teve a sensibilidade de que havia ganhado uma batalha na vida, havia recuperado seu filho. Muitos pais hoje em dia jogaram a toalha, desistiram de seus filhos, seja o problema por drogas, álcool, prostituição, criminalidade ou simplesmente desleixo. Precisamos despertar para o que são extremamente importantes em nossas vidas, os filhos. Seja qual for o problema, nossa maior batalha sempre será vencida de joelhos, em oração. Sem ela, já entramos na batalha derrotados.
O pai mandou seus empregados pegar o melhor animal para poder fazer uma festa, ele tinha consciência do que havia acontecido, no vers. 24 ele declara “porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado”, ele conseguira trazer o filho de volta à vida.
Este texto acima é uma parábola, uma ilustração onde Jesus demonstrava as pessoas como era o Reino dos Céus, qual era a forma que Deus nos enxergava.
O pai dessa história, nada mais é do que o próprio Pai (Deus), o filho pródigo, nada mais é do que nós.
Somos aquele que nessa história queremos usar de nossa liberdade para poder fazer nossas vidas, não olhando para trás, não reconhecendo quem cuidava de nós. Muitas vezes achamos que temos amigos verdadeiros, estamos “por cima da carne seca”, porém o destino, mais cedo ou mais tarde, será estar invejando a comida dos porcos... Os porcos podem representar várias coisas, pessoas que estão na mesma situação que a nossa, por exemplo, ou ainda, pessoas que tem mais do que nós, mas são pessoas más, destrutivas, mas pelo fato de ter mais bens do que nós, a invejamos. São pessoas que não tem o mínimo de Deus consigo, e ainda sim estamos convivendo com elas.
Preciso lhe falar que, se tu tens saudade de quando tinha paz, de quando você tinha seus ‘direitos’ junto a Deus, está na hora de colocar a cabeça no lugar e tomar uma atitude, pois, assim como nessa parábola, temos um Pai – e o melhor de todos, pronto a nos abraçar, a nos beijar, da forma em que nos encontramos, sujos, cheio de imundice, de pecados, apto a cuidar de nós, apto a nos colocar no lugar de onde nunca devíamos ter saído. Temos um Pai em nossa espera, pronto a dar uma festa nos céus (Lucas 15.7 “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.”), basta tu voltar para Ele, com o coração sincero, do mais Ele fará o resto.
Há quanto tempo você não sabe o que é estar com Deus?
Há quanto tempo você não ora a Deus?
Há quanto tempo você não ouve Deus falar contigo?
Tens sentido a presença D'Ele em sua vida?
Há quanto tempo você não agradece a Deus por sua vida?
Mesmo que ela esteja totalmente debilitada, frágil financeiramente, a família arrebentada, seu casamento indo pelo ‘ralo’, agradeça, pois hoje você tem a chance de sair do meio dos porcos e voltar para seu Pai, voltar para aquele que lhe criou, para aquele que o ama incondicionalmente. Mesmo que tu, tenha andado por caminhos mais escuros e sombrios, feito coisas que como dizem “Até Deus duvida!”, Ele está de braços abertos, pronto a te beijar.
Erroneamente muitas Igrejas têm colocado condicionantes para alguém voltar para Deus, tem colocado pedras de tropeço, mas verdadeiramente lhe digo, o que Deus quer é um coração quebrantado e contrito, um coração arrependido e apto a ser amado por Ele.
Deus te ama, assim, como tu estás.
Ele pode não concordar com os passos que tens dado até hoje, mas ele te ama, e quer colocar você em seu devido local, junto D’Ele.
Amém.
(Ouça a musica abaixo inteira, aproveite para se derramar na presença do Pai, para chorar, conversar com Deus, pois todos nós precisamos exercitar isso diariamente. Aba Pai!)



  
Bruno Percinoto.
blbpercinoto@gmail.com

quarta-feira, 30 de março de 2011

O que é ser Cristão?

O que é ser Cristão?

Para muitos, essa questão pode parecer muito fácil ser respondida, para mim não.

Se alguém disser: “Ser cristão é a coisa mais fácil do mundo!” , deixou de ser cristão à partir do ato em que proferiu essas palavras. Ser cristão nos dias de hoje – e em todo o passado – nunca foi fácil, nunca foi ‘mole’ e muito menos simples.

Vejamos o que Jesus disse a respeito de ser um discípulo – eu encaro que uma pessoa cristã é um discípulo de Jesus, e vive de forma ávida em prol da proclamação do evangelho, não necessariamente sendo um ‘padre’, ‘pastor’, ‘evangelista’, ‘mestre’... mas sim sendo um MISSIONÁRIO, pois todos nós fomos chamados para ser um proclamador do evangelho através de uma MISSÃO – isso ele - Jesus - disse após ter escolhido seus apóstolos:

Mateus 10.1-42 1. E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal. 2. Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: O primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; 3. Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Lebeu, apelidado Tadeu; 4. Simão o Zelote, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu. 5. Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; 6. Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; 7. E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. 8. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai. 9. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos, 10. Nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordão; porque digno é o operário do seu alimento. 11. E, em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai saber quem nela seja digno, e hospedai-vos aí, até que vos retireis. 12. E, quando entrardes nalguma casa, saudai-a; 13. E, se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; mas, se não for digna, torne para vós a vossa paz. 14. E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés. 15. Em verdade vos digo que, no dia do juízo, haverá menos rigor para o país de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade. 16. Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas. 17. Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; 18. E sereis até conduzidos à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios. 19. Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer. 20. Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós. 21. E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão. 22. E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. 23. Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do homem. 24. Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor. 25. Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor. Se chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos? 26. Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se. 27. O que vos digo em trevas dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados. 28. E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. 29. Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. 30. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. 31. Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos. 32. Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. 33. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus. 34. Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; 35. Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; 36. E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. 37. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. 38. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. 39. Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á. 40. Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou. 41. Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo. 42. E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.

- É um texto longo, eu sei, mas é melhor que estejam à vista todos os detalhes do texto ao invés de só ser retirado àquilo que “interessa para o momento”.

Prosseguindo. Jesus chamou seus discípulos e lhes incumbiu da missão de pregar o evangelho em Israel, de fazer discípulos. Até o presente momento, eles só caminhavam com Jesus e viam seus atos e pregações, ficavam maravilhados com o poder e sabedoria de Jesus, mas à hora deles colocarem em prática o que tinham aprendido havia chegado e, com isso, sobrevieram sérias admoestações e lhes deu conselhos sobre o que estaria por vir.

Para muitos esse texto pode passar despercebido sua importância, porém é extremamente rico em detalhes, ensinamentos e o caráter que o Cristão têm de exalar, além do mais ensina quem tem de estar no controle de nossos atos, gestos e fala.

No vers. 9, Jesus faz a observação de que os discípulos têm de andar de forma simples – afinal eles era simples e não haveriam de mudar para pregar – andar como as pessoas em geral são. Isso serviu para advertir que os discípulos seriam aceitos pela sua pregação, humildade e honestidade, não por suas posses e pertences.

Aquele que acha que para pregar tem de ter um carro, um helicóptero, um avião, iate, mansão, casa em condomínio de luxo, fazenda... Pode esquecer Deus não vai te utilizar pelos seus bens ou por falta de, Ele vai te usar por quem você é. Pior é aquele que acha que pastor bom é o que tem programa de televisão e avião, com o dinheiro que eles gastam nisso, a obra de Deus poderia alcançar locais onde não se tem sinal para canal de TV nem rádio, muito menos aeroportos. Enfim, voltando ao assunto.

Deus usa o cristão como discípulo pelo caráter da pessoa, e isso gera testemunho, ou seja, pessoa de caráter afável e digno. Ele demonstra ainda que o discípulo tivesse de trabalhar para ter seu sustento, para não ser oneroso a ninguém, não ficar dependendo dos outros para poder ir pregar.

Paulo e Barnabé, por exemplo, em suas viagens missionárias, faziam tendas durante a noite para poder vender e delas tiraram seu sustento, a fim de, evitar ao máximo onerar as igrejas pobres que eles ministravam. Não digo que pastor não tenha de ter salário, mas isso tem de ser feito com decência e TRANSPARENCIA a todos os membros de uma comunidade. Há lideres que esgotam a saúde financeira das igrejas com seus altos gastos, salários e regalias, isso está errado, e não é bíblico! Há lideres que têm casa própria, carro novo na garagem – tudo com recursos da igreja - e a igreja está pagando aluguel ainda, não tem prédio próprio onde possa ser construído um centro de educação cristã, apoio aos necessitados, muitas vezes não sobra nem recursos para a compra de mantimentos para famílias pobres da igreja, tudo é sugado por lideres irresponsáveis e gananciosos.

Nos vers. 16-22, Jesus fala sobre como é ser cristão. Exemplifica como um cristão será tratado pela sociedade em geral. Essa verdade tem sido muito bem escondida por muitas denominações evangélicas. Existe uma grande MENTIRA dizendo que se o cara se converter a Jesus, pagar seus dízimos em dia e ofertar sempre – muitas vezes com valores pré-estipulados – ele não passará por problemas, sua vida será ‘mil maravilhas’. E, se ele tiver algum problema é porque está pecando ou deixou de contribuir $$$ na casa de Deus. M-E-N-T-I-R-A!!!

Se Jesus nos alertou que teríamos tribulações, que seríamos caçados, açoitados, ridicularizados, feridos e odiados, quem fala isso – que estamos livres de tribulações – só pode ser o próprio enganador! Existem pastores sem conhecimento algum, ou estudo, ou simplesmente aproveitador da Palavra para benemérito próprio que diz sobre o trecho: “...E sereis até conduzidos à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios...” – Amados, vocês se cumprirem o que digo, vocês serão apresentados às autoridades, ficarão importantes. Serão reconhecidos por todos, pelos crentes e não crentes, e essa será sua vitória sobre o ‘inimigo’...

O pior não sei se fica pela incompetência de uma interpretação errônea e herética ou pela pessoa que ouve somente e não lê. O Texto é claro quando diz que os discípulos seriam levados às autoridades para se explicarem o que faziam, seriam julgados e torturados por estarem pregando o REINO DOS CÉUS, assim como Estevão fora morto a pedrada perante o povo para servir de exemplo, Paulo fora açoitado duas vezes, depois preso e depois decapitado, Pedro crucificado de ponta cabeça, João Batista decapitado – apesar deste não ser discípulo direto de Jesus, pregava o Reino dos Céus - , assim seria muito provavelmente o destino dos discípulos! Eles não seriam bajulados por autoridades corruptas, muito menos querido pela alta sociedade e empresários! Se você tem o foco de pregar a palavra por esse motivo - sucesso, preciso lhe alertar de algo: Isso é demoníaco, e não de Cristo!!!

Jesus alertou claramente aos seus discípulos, a vida de cristão não é fácil – a de crente pode até ser, pois somente aquilo que interessa na Palavra que vale de regra para a vida, o resto é totalmente desconhecido – é uma vida de batalha, é uma vida dura, porém recompensadora. Aqui (vers. 22) vem uma das maiores promessas para o cristão, na verdade o maior mérito, a Salvação. E é por esse motivo que devemos nos engajar em expandir e propagar o nome de Jesus Cristo, que sejamos salvos e, através de nossa aplicação diária da Palavra na vida de outras pessoas, essas também sigam o mesmo caminho.

Nos vers. 28, 37-40, Jesus demonstra de fato quem ele é – embora os apóstolos não percebessem de imediato.

Jesus diz que nós não devemos ter medo da tribulação, medo dos homens que nos perseguem e que podem até nos ferir ou matar a nossa carne, mas sim temer aquele que tem poder sobre a vida e a morte, sobre a salvação e a condenação de nossas almas. Ele falava dele. Nós não temos de ter medo de Satanás – pois este está sujeito a Deus, nós temos de temer ao próprio Deus. Quando digo temer, não digo que devemos ter medo, e sim reconhecê-lo quem o é, e a sua autoridade sobre nossas vidas, sua soberania, divindade e poder.

Deus é: fiel e justo, em todos os aspectos. Costumo dizer que ele é mais que soberano para os cristãos, ele é um modelo perfeito a ser seguido e honrado, com cada ato, com cada palavra, com cada passo, com cada cântico e com cada bem nosso. Devemos aqui reconhecer a soberania plena D’Ele sobre nossas vidas, que sem Ele, somos apenas monte de ossos e carne, que em breve será reduzido a pó.

Ser cristão é não ter a sua vida para si – propriamente dito – mas uma vida de entrega à obra do Senhor. Uma vida que gere frutos, e frutos saudáveis. Com atos que glorificam em cada detalhe a supremacia de Deus sobre nossas vidas.

Ser cristão não é simples, é fazer com que seus atos sirvam de exemplos para outras vidas, que sirvam para ensinar coisas oriundas do Reino de Deus, que demonstre para pessoas o valor do perdão, o constrangimento do amar sem pedir para ser amado, ou seja, o amor incondicional. Que façam as pessoas que estejam ao seu redor serem contagiados com a plenitude de Deus, que faça Deus resplandecer sob sua vida.

Os princípios básicos da vida cristã, Jesus ensinou aos seus discípulos e nos ensina até hoje: Amor incondicional; Aprender a perdoar; Humildade; Mansidão; Benevolência; Determinação; Disciplina; Temor; Oração; Renuncia e Obediência.

Estes itens são peças básicas para o verdadeiro discípulo, ou seja, para o Cristão de fato.

Minha oração tem sido para a cada dia mais, a Igreja de Cristo voltar às raízes Cristãs, mas às raízes verdadeiras, sem hipocrisias, sem sincretismos, apenas ser a Igreja que Jesus planejou que fosse, com discípulos que o amassem em espírito e verdade, e que seus atos fossem dignos de bons exemplos a serem seguidos.

Deixo abaixo uma música que expressa verdadeiramente o que é ser Cristão. Diante do Trono – Ainda Existe uma Cruz.



Lembre-se: Ser Cristão é ter uma vida de Entrega!

Paz!

Bruno Percinoto.

blbpercinoto@gmail.com